Pedro Ribeiro – Professor titular de Física do IFMA.
Queridas professoras, queridos professores, camaradas de profissão e de luta!
Neste 15 de outubro, dirijo meu abraço fraterno e minha homenagem a todas as professoras e a todos os professores do Brasil, da educação infantil ao ensino superior, da educação básica à educação profissional e tecnológica, da Educação de Jovens e Adultos à pós-graduação, tanto das redes públicas quanto das instituições privadas.
Minha saudação especial aos camaradas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que compartilham conosco o compromisso cotidiano com a educação pública, a ciência, a formação humana e a transformação social.
Somos uma categoria fundamental para a construção de uma sociedade democrática. Em nossas salas de aula, escolas, universidades e Institutos Federais, contribuímos para a formação crítica das novas gerações, a produção do conhecimento e a ampliação das possibilidades de vida de milhões de brasileiros. Entretanto, vivemos em uma sociedade marcada pela desigualdade e pela exclusão, que frequentemente reconhece a importância da educação no discurso, mas não assegura à nossa categoria o reconhecimento social, as condições de trabalho e a valorização profissional que merece.
Enfrentamos a precarização do trabalho, a sobrecarga de atividades, os ataques aos direitos trabalhistas, a desvalorização salarial e as tentativas de limitar nossa autonomia pedagógica. Por isso, celebrar o Dia das Professoras e dos Professores é também reafirmar nossa identidade como trabalhadores e trabalhadoras e fortalecer a luta coletiva por direitos, dignidade e reconhecimento.
Defendemos uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva e socialmente referenciada, comprometida com a ciência, a cultura, a diversidade e os interesses da classe trabalhadora. Defendemos a liberdade de cátedra, a autonomia pedagógica e a liberdade de ensinar e aprender, condições indispensáveis para que a educação seja um espaço de diálogo, pluralidade de ideias e pensamento crítico, sem censura, perseguições ou intimidações.
Precisamos de políticas públicas consistentes e de governos comprometidos com a democracia, com o financiamento da educação, com a valorização dos profissionais do magistério e com o fortalecimento das instituições de ensino. A educação não pode ser tratada como mercadoria, nem o trabalho docente reduzido ao cumprimento de metas e indicadores. Educar exige condições dignas, autonomia, compromisso social e respeito à diversidade das realidades educacionais brasileiras.
Nossa história demonstra que nenhuma conquista da categoria foi alcançada sem organização, mobilização e luta. A valorização profissional, a carreira, os salários dignos, a formação continuada e as condições adequadas de trabalho dependem também da força dos sindicatos, da participação democrática e da unidade entre os trabalhadores e trabalhadoras da educação.
Neste dia, abraço fraternalmente cada professora e cada professor que, mesmo diante das adversidades, permanece comprometido com a formação humana e com a construção de uma sociedade menos desigual. Que nossa homenagem ultrapasse as palavras e se transforme em solidariedade, organização e luta permanente.
Nossa profissão tem valor! Nossa categoria merece respeito! Nossa autonomia é condição para a democracia! Nossa unidade é nossa força!
Viva todas as professoras e todos os professores do Brasil!
Viva a educação pública e os trabalhadores e trabalhadoras da educação!
Valorização docente, liberdade de cátedra, direitos e organização sindical!
Saudações fraternas e classistas!